Arquivo para Dezembro, 2007

22
Dez
07

E agora é a vez do D.P.V.A.T….

“Sem palavras”, “ridículo”, “palhaçada”… foram algumas das expressões usadas pelos internautas essa semana ao tomar conhecimento do novo aumento do D.P.V.A.T., que passou de R$183,84 referentes ao ano de 2007, para inaceitáveis R$254,67 em 2008. Uma aumento de 38% em um ano, lembrando ainda que em 2005, o imposto custava aos motociclistas R$96,00!

Assalto DPVAT 01

Parece forte, mas essa é a sensação, assalto.

O governo defende o aumento para cobrir o rombo que os acidentes de moto representam ao SUS (Sistema Único de Saúde). Cada motociclista acidentado custa em média ao governo R$2.700,00 entre resgate, pronto atendimento, tratamento, e pasmem, até o trânsito causado na via entra na conta do governo. Acontecem, em média na cidade de São Paulo cerca de 10 acidentes de motos, com média de 1 óbito diário. Se levarmos em conta que o número da frota de motos chega à 1.500.000 na região metropolitana, chega a ser uma estatística favorável.

O que acontece é que as lesões causadas por uma queda de moto são bem mais graves do que uma batida simples de carro. Qualquer queda inocente pode causar, no mínimo uma estiramento de tendão, ou uma escoriação de difícil cicatrização, o que pode levar dias em um hospital.

Isso são alegações do governo, mas você acredita em tudo que ouve?

Na década de 1960, a Volkswagen foi acusada por alguns meios de comunicação do ramo automotivo de manipular públicações de testes e comparativos de seus veículos com os da marca DKW, fazendo com que as vendas dos saudosos DKV, Vemaguet e Kandango despencassem. Quando a fábrica estava à beira de fechar as portas, a Volks arrematou à preço de banana, finalizando a produção.

DKW

DKW Vemag, o primeiro carro nacional

Outro caso parecido aconteceu com a Dodge, que tinha o pequeno Polara como concorrente do Fusca, carro esse que foi cruelmente criticado pela mídia, tendo seus números de venda afetados. Somando-se ao infortúneo de ser atingida pela crise do petróleo, que teve seu auge no fim da década de 70, a Dodge foi obrigada a vender suas instalações para a Volks, que por sua vez, encerrou de vez a produção.

Polara
Dodge Polara, motor 1.8 e até versão com câmbio automático

No cenário atual, temos montadoras de carros com crescimento retraído devido aos impostos altos que incidem sobre seus produtos, retração na renda do consumidor, dificuldade na locomoção individual nas grandes cidades. Cenário que favorece às motocicletas. Por terem preço muito competitivo, girando na casa de R$3.600,00 nos modelos mais populares. Motocicletas não pagam Zona Azul, não pegam trânsito e o consumo de combustível é um terço do que consome um carro popular, sem falar do transposte público ineficiente.

Pop 100
Honda Pop 100, uma solução eficiente e barata

O mercado está em crescente aumento, com previsões para 2009 de mais de 2.000.000 de motos fabricadas no Brasil, sendo cerca de 172.000 para exportação.

Infelizmente, no Brasil, há a cultura do “automóvel”, onde o mesmo passa de simples condução à “símbolo de status”. A motocicleta, por sua vez, sempre foi um meio de tranporte muito discriminado por nossa sociedade. Nós, motociclistas, somos chamados de “baderneiros”, irresponsáveis, bandidos. Vemos nos jornais, motos usadas como meio de facilitar ações ilícitas, como roubos, assaltos, pois são de agilidade impressionante para fugas rápidas. Somos taxados, rotulados, apesar de pagarmos nossos impostos como todos os cidadãos de bem desse país, e por nossa escolha de transporte, generalizam-nos de uma forma no mínimo discriminatória.

Sociedade brasileira. Racista, xenofóbica, intolerante e hipócrita. Não vejo solução para quem se utiliza de motocicletas para se locomover. Vamos ser a cada dia mais perseguidos, humilhados, taxados, cobrados. Se não haver uma mobilização geral de nossa classe (Sim classe, pois somos irmãos motociclistas!) vamos continuar sendo roubados na cara dura por governos corruptos e subjulgados pela sociedade.

Irmãos motociclistas, uni-vos!!!!!!

Assassinato de direitos
Assassinato de direitos
19
Dez
07

Impressões sobre a YS 250 Fazer

Impressão do Digão

Começava o mês de outubro de 2005, eu tinha feito umas econômias e resolvi que compraria uma moto maior, pois minha atual YBR 2003 já não estava dando mais conta do recado, no alto dos seus 60 mil Km rodados em dois anos e meio. Tinha na mente comprar uma NX4 Falcon, pois não tinha nada ao meu alcance financeiro que me agradasse, e entre Twisters e Tornados, era a melhor opção que eu tinha.

Até que, em uma visita à lan house, me deparei com o mais novo lançamento da Yamaha: a YS 250 Fazer, que, mesmo com suas rodas de gosto duvidoso, me chamou muito a atenção. Na primeira oportunidade, me dirigi à uma concessionária para ver a novidade. Adivinhem: fechei negócio na hora, e no dia 21 de outubro de 2005, na semana do lançamento oficial da Fazer no Salão das Duas Rodas, eu saía da concessionária montado em minha Fazer.

Fazer Digão

Como diziam os Paralamas: um sonho de metal.

Pouco mais de dois anos depois e com 24.500 Km rodados, posso tirar minhas próprias conclusões sobre esta motocicleta extraordinária. Foram muitas viagens e aventuras desde então, alguns problemas de percurso que são de praxe em toda motocicleta, mas posso garantir a qualquer um que fiz a melhor escolha possível.

Uma moto de uso misto, que se dá bem tanto em trânsito urbano, devido ao seu torque em baixas rotações, tanto em estradas, com velocidade de cruzeiro entre 110/120 Km/h, boa autonomia e consumo de combustível coerente com uma moto de 250cc. Confortável para longas viagens, transmitindo segurança para ultrapassagens e pistas sinuosas, pois faz curvas perfeitas.

Fazer Vermelha

Balanceada nas curvas e veloz nas retas.

Alguns itens poderiam ser melhorados pela Yamaha, como por exemplo: o freio traseiro poderia ser á disco, o farol poderia ter uma maior potência, o painel de desenho mais condizente com o desenho da moto, mas os engenheiros e técnicos devem ter seus motivos para oferecê-la ao público do jeito que ela está hoje.

Impressão do Igor

Bom, um ponto de vista é um pouco diferente do Digão, pois eu nunca fui um proprietário de motos, me limitando a apenas dar uma volta nas dos amigos.

Minha primeira experiência (que quase terminou em desastre) foi com uma C100 Biz 2000, o fato dela não ter embreagem e eu ser (na época) um cara que andava no máximo de bicicleta ajudou a me mostrar que não é um brinquedo que pode ser desrespeitado.

Passado o susto inicial comecei a ter cada vez mais contato com a “Bizinha” e já era capaz até de utilizar o pedal de troca de marchas como um espécie de embreagem, dosando na medida em que ia acelerando.

Muito tempo passou e fui me aventurando em outras motos, mas isso não vem ao caso…

Quando o Digão apareceu com a moto em casa e me deu a chave eu pude concluir uma coisa que põe a Fazer na frente ás outras motos de mesma cilindrada, a dirigibilidade é praticamente a de uma moto 125/150 cc.

FAzer Blue

Em 2007 nova cor, sai o cinza entra o azul

O torque ajuda muito na hora de fazer curvas e a injeção eletrônica que funciona lisa e sem engasgos faz a diferença na hora de acelerar.

Já peguei trânsito com ela várias vezes e mesmo com minha falta de experiência no assunto nunca tive nenhum problema, os freios são bem dimensionados para o seu peso (no meu caso, que peso 70kg, estão de bom tamanho, o que o Digão não disse é que ele pesa 120kg, por isso reclama do freio traseiro =D), e a suspensão absorve bem as irregularidades do solo lunar paulista.

Enfim, a Fazer é uma moto acertada para agradar os mais diversos gostos, desde os mais exigentes aos mais tranqüilos.

12
Dez
07

Oração do Motociclista

“Senhor Jesus!” Neste momento de reflexão, peço-te tua luz para enxergar e distinguir os perigos que se escondem nas curvas, nos buracos nas pistas escorregadias e nos desníveis.

Senhor, que o guidão da minha moto seja os teus braços, que eu segure firme para não cair o quanto à fé que eu tenho em ti.

Senhor, que nos espelhos retrovisores eu enxergue meus próprios erros para corrigi-los e não afetar o meu irmão por parte de ti.

Senhor, que a lanterna vermelha seja sinal de “pare” quando eu estiver no caminho errado e volte para o caminho certo.

Senhor, no lugar da gasolina transforme-a em água viva para que nunca eu venha ter sede das necessidades deste mundo.

Senhor, que o ronco do motor seja o som da tua voz, sempre na certeza da tua presença.
Em cada sinal de trânsito que eu tenha a paciência, tolerância e calma. E que em tudo eu possa sentir o amor e rever a estampa do seu verdadeiro ensinamento.

Senhor, que as rodas da minha moto venha sempre girando em chão firme, em um mundo iluminado, porquê vós sois o caminho, a verdade e a vida.

Senhor, alguns não conseguem entender o meu prazer pelo cavalo de aço que me leva pelos infinitos Km… representando o motociclismo sempre na paz de ti.

Senhor, não podem eles avaliar o quanto me aproximo de tuas obras sobre a natureza, dos raios-do-sol, a serena brisa do amanhecer e no meio destas que poucos podem apreciar, eu estaciono minha moto, tiro o meu capacete, respiro fundo, refaço minhas forças, recebendo tua graça e agradecendo por estar ali, sentindo tua presença.

Senhor, meu coração é 100% teu, peço a tua misericórdia e rogo a tua companhia sempre presente em minhas curtas e longas jornadas sobre duas rodas e podendo sempre levar tuas palavras dentro de minha mente.

Senhor, não me deixes perecer, para que assim eu também não deixe de sentir a inigualável e celestial sensação de trafegar todos os dias sobre duas rodas.
Em ti confio, e todos os dias entrego a minha vida ao senhor.

Obrigado por tudo!

Amém!

10
Dez
07

Falcões do Asfalto

Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas

As Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas (ROCAM) foram criadas em 5 de novembro de 1982 no 1º Batalhão de Polícia de Choque (ROTA) da Polícia Militar do Estado de São Paulo com a finalidade principal de atuar nos centros comerciais e bancários visando apoiar as OPM de área, sendo que iniciou suas operações em 12 de novembro de 1982 vindo a destacar-se rapidamente como uma modalidade de policiamento dinâmica e de grande eficácia em especial por causa do intenso tráfego da Capital Paulista. Seu efetivo inicial era de trinta e quatro policiais militares e possuía, à época, doze viaturas tipo Volkswagen/Gol e cem motocicletas Yamaha/RX 180. Iniciou efetivamente sua operação em 12 Nov. 82 destacando-se rapidamente como uma modalidade de policiamento dinâmica e de eficácia comprovada, em especial por causa do intenso tráfego da Capital Paulista. Em 7 de abril de 1986 a ROCAM foi transferida para o 2º Batalhão de Polícia de Choque passando a executar, além das atividades próprias de policiamento ostensivo, o controle de distúrbios civis e o policiamento externo de eventos artísticos, desportivos e culturais. Desde sua criação utilizou motocicletas Yamaha/RX 180, Honda/XL 125 Duty, Agrale/Elefantrè, Honda/NX-350-Sahara, Honda/NX4 Falcon e atualmente conta com motos Yamaha/XT 600 além de viaturas GM/Blazer.

Primeira moto da Rocam entregue pelo então Governador de São Paulo Maria Marim

Primeira ROCAM entregue em 1968 pelo
Governador Maria Marim. Na época uma Yamaha RX 180.

 

Novas Motos.

Novas motocicletas, destinadas ao programa Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicleta (Rocam) da Polícia Militar do Estado de São Paulo, serão entregues nesta quinta-feira. A solenidade começa às 10 horas, no Ginásio de Esportes do Parque do Ibirapuera (Zona Sul da Capital).

No total, serão entregues ao programa Rocam 675 motocicletas distribuídas da seguinte forma: 580 para a Capital e 95 para a Grande São Paulo (Santo André, São Bernardo do Campo, Osasco e Guarulhos), e Interior (Campinas, São José dos Campos, Sorocaba, Bauru, além de Santos e Guarujá). O investimento é de R$ 8.319.375. Os veículos serão utilizados tanto para integrar o programa quanto para substituir algumas motos, tornando assim as ações mais eficientes. Além das motocicletas, serão entregues 13 Palio Weekend para a PM da Capital, cujo investimento é de R$ 378.690.

Participarão da solenidade o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; o secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, e o comandante geral da Polícia Militar, coronel Eliseu Eclair Teixeira Borges.

Novas motos

Tornado e XT 225, a polícia melhor equipada
provendo mais segurança.

Expansão

Com esta implementação, o programa poderá, a partir de agora, estender sua área de atuação ao longo dos principais corredores de circulação da Capital, bem como ser implantado em outras regiões da Grande São Paulo e Interior.

Com as substituições, a frota de motocicletas da Rocam na Capital passa de 428 para 624. E o número de corredores atendidos sobe de 30 para 85. Para se ter uma idéia, hoje o policiamento na Capital é feito em uma extensão de 394 quilômetros. Com a aquisição de novos veículos, este campo de atuação passará para 651, ou seja, um aumento de 257 quilômetros só na cidade de São Paulo.

Patrulhamento urbano

ROCAM em ação. Solução eficiente para o
caos do trânsito urbano.

Programa Rocam

Criado em 19 de abril deste ano, o programa tem como campo de atuação os principais corredores viários da Capital. As ações da equipe acontecem principalmente no período das 7 às 23 horas, momento em que há maior fluxo de veículos nas ruas e avenidas das cidades e, conseqüentemente, aumento da ação de infratores.

Desde a sua implantação, vem apontando grande eficiência no patrulhamento e nas abordagens. Em seis meses de atuação, 119.683 pessoas já foram abordadas e 64.183 veículos fiscalizados. Em relação a flagrantes, os policiais do Rocam já prenderam cerca de 451 infratores, detiveram 156 crianças e adolescentes que praticaram algum tipo de ato infracional e 72 procurados da Justiça foram capturados. No que se refere a drogas e armamentos, os policiais apreenderam 54 quilos de entorpecentes, e 128 armas de fogo foram tiradas de circulação.

Aos poucos, o programa Rocam vem passando por ajustes. Agora, já pode ser considerado efetivamente como um Programa de Policiamento, que conta com um trabalho conjunto com a radiopatrulha, Força-Tática, Ronda Escolar, comunitária e integrada, garantindo desta forma a segurança pública nas áreas de atuação.

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Brasão e High Light, ícones temidos pelos bandidos.

Eficiência

A agilidade das motocicletas em meio ao trânsito caótico das grandes cidades facilita a detenção de pessoas que praticam todo o tipo de ato ilícito, mais especificamente no que se refere a roubos e furtos de veículos.

Um exemplo disso é um fato ocorrido no dia 25 de julho deste ano, quando policiais da Rocam, enquanto realizavam patrulhamento pela avenida Nove de Julho (região central de São Paulo), notaram que um carro branco passou em atitude suspeita pela avenida. Foi quando começaram a acompanhar tal veículo. Ao notar a presença dos policiais, o acusado subiu com o carro na calçada e tentou fugir a pé.

Encaminhado ao Distrito Policial, foi constatado que se tratava de um veículo furtado, o que levou a prisão do indiciado. “Em meio ao trânsito da avenida Nove de Julho, se os policiais estivessem com uma viatura de quatro rodas, dificilmente conseguiriam prender o rapaz. Graças às motos é que foi possível acompanhá-lo”, afirma o capitão Valmir Martini, comandante da Companhia de Força-Tática do 7º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano (BPM/M).

Valmir ressalta ainda a importância das motocicletas em meio ao trânsito das longas avenidas da região central da Capital, facilitam a ação dos policiais na abordagem de pessoas suspeitas: “A moto é o melhor meio de transporte para os policiais, tornando o patrulhamento muito mais ostensivo e ágil. Até mesmo o trabalho de resgate do Corpo de Bombeiros também já utiliza deste meio para socorrer vítimas de trânsito”, observou.